Contrato vencido, cidade suja e decisões estranhas: o caso do lixo em Várzea Grande

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Contrato vencido, cidade suja e decisões estranhas: o caso do lixo em Várzea Grande

Várzea Grande vive um dos seus momentos mais caóticos na prestação de serviços públicos básicos. Ruas tomadas por lixo, bairros abandonados, risco à saúde pública e uma população inteira refém de decisões judiciais que vão e voltam, sempre com um detalhe em comum: no fim das contas, quem continua sendo beneficiada é a mesma empresa, mesmo com contrato vencido e sob inúmeras denúncias de má prestação de serviço.

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A pergunta que ecoa nas ruas da cidade é simples, direta e incômoda: qual interesse está sendo defendido neste momento — o coletivo ou o privado?

📌 Contrato vencido, serviço questionado e decisões que não param de mudar

A empresa responsável pela coleta de lixo em Várzea Grande teve o contrato encerrado oficialmente. Mesmo assim, por força de decisões judiciais tomadas em gabinetes, continua operando, enquanto a cidade afunda em lixo e a população sofre as consequências.

Em poucos dias, o Judiciário:
• impede a troca da empresa;
• depois libera a contratação emergencial;
• em seguida, revoga a própria decisão;
• e novamente mantém a empresa antiga.

Essa dança de decisões gera insegurança jurídica, caos administrativo e, principalmente, abandona o cidadão, que não entende por que uma empresa criticada, denunciada e com contrato encerrado continua sendo mantida a qualquer custo.

🗑 A empresa não presta o serviço como deveria? Não paga funcionários? Por que não quer sair?

Entre trabalhadores, moradores e bastidores do próprio serviço, surgem relatos graves:
• coleta irregular;
• lixo acumulado por dias;
• equipamentos sucateados;
• denúncias de atrasos salariais e problemas trabalhistas;
• insatisfação generalizada da população.

Se o serviço fosse eficiente, a cidade não estaria tomada pelo lixo. Se estivesse tudo regular, por que tantas decisões judiciais seriam necessárias para manter a empresa no comando?

A insistência em mantê-la levanta suspeitas legítimas:
👉 O que impede o encerramento definitivo desse contrato?
👉 Por que a empresa resiste tanto em deixar o serviço, mesmo com críticas públicas e desgaste social?

⚖️ E os órgãos de controle?

Outro ponto que revolta a população é o silêncio ensurdecedor de quem deveria agir:
• Onde está o Ministério Público, diante de um serviço essencial falho?
• O que o Tribunal de Contas tem feito enquanto a cidade vive um colapso sanitário?
• Por que os órgãos fiscalizadores assistem a tudo como se fosse normal?

A impressão que fica é de que o caos virou rotina — e a omissão, regra.

Enquanto decisões judiciais são discutidas em gabinetes climatizados, quem convive com o lixo é o morador da periferia, é a criança exposta a doenças, é o comerciante prejudicado, é a cidade inteira pagando o preço.

🚨 Judiciário pode ignorar o interesse coletivo?

É legítimo questionar:
• Decisões judiciais estão sendo tomadas para proteger o interesse público?
• Ou estão garantindo a permanência de uma empresa específica, independentemente do impacto social?

O Judiciário existe para assegurar direitos, inclusive o direito coletivo à saúde, ao meio ambiente e à dignidade. Quando uma decisão, mesmo legal no papel, produz sofrimento coletivo, ela precisa ser questionada.

📣 A verdadeira história ainda não foi contada

A cada nova decisão, cresce a sensação de que há algo além do que é mostrado oficialmente. Por que tanta pressa em decidir? Por que tantos recuos? Por que sempre a mesma empresa permanece?

A população de Várzea Grande não pede favor. Exige respeito.
Exige transparência.
Exige um serviço básico funcionando.
Exige que o interesse público esteja acima de qualquer contrato, empresa ou disputa judicial.

Enquanto isso não acontece, fica a pergunta que ninguém responde:

👉 O que há de tão valioso nessa empresa que justifique tamanho esforço para mantê-la, mesmo com a cidade afundando no lixo?

A história ainda está longe do fim.
Mas o povo já entendeu quem está pagando a conta.