Força-tarefa encerra operação que mobilizou bombeiros, Marinha e aeronaves desde o naufrágio da lancha
Após cinco dias de buscas intensas, equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Marinha do Brasil localizaram, nesta quinta-feira (1º), o corpo do piloteiro Vando Celso Almeida Orro, de 64 anos, no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 67 km de Cuiabá. Ele estava desaparecido desde o naufrágio de uma lancha ocorrido na noite do último domingo (28).
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A localização do corpo marca o fim de uma operação complexa, que mobilizou uma verdadeira força-tarefa por água e ar, enfrentando áreas de grande profundidade, baixa visibilidade e vegetação densa nas margens do reservatório.
Na tarde de quarta-feira (31), as equipes já haviam encontrado o corpo do passageiro Lucas Yerdliska, de 33 anos. Ele foi localizado boiando justamente na área onde os trabalhos estavam concentrados e, após o resgate, encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.
Operação de resgate
Durante o quinto dia de buscas, a ação foi reforçada com mergulhadores especializados e equipamentos de sonar, utilizados para varredura do fundo do lago. O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também atuou no apoio, realizando sobrevoos estratégicos em busca de indícios na superfície da água e nas áreas de mata fechada ao redor do lago.
O naufrágio
O acidente ocorreu por volta das 19h30 de domingo (28), quando a lancha foi surpreendida por um vendaval repentino, que provocou ondas fortes e acabou virando a embarcação. No barco estavam um casal, dois filhos pequenos e o piloteiro.
A mãe, Camila Mazzaron, e o bebê, com menos de dois anos, foram resgatados ainda na noite do acidente. Já o filho mais velho do casal, que utilizava colete salva-vidas, conseguiu nadar até a margem e pedir ajuda a moradores da região.
Moradora de Arapongas, no Paraná, Camila relatou que as condições climáticas mudaram de forma abrupta. Segundo ela, o céu estava limpo e a água tranquila no momento da saída, mas o cenário se transformou em poucos minutos. “O vento veio muito forte, as ondas ficaram altas e o barco virou. Foi tudo muito rápido”, contou.
O caso acende novamente o alerta sobre os riscos da navegação em grandes reservatórios, especialmente diante de mudanças climáticas súbitas, comuns na região.