🔴 Justiça tarda, mas chega: condenado por abuso infantil começa a cumprir pena após anos de angústia da família

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🔴 Justiça tarda, mas chega: condenado por abuso infantil começa a cumprir pena após anos de angústia da família

Após cerca de sete anos de espera por uma resposta do Judiciário, a Justiça de Mato Grosso determinou a prisão definitiva de um homem condenado por abuso sexual contra uma criança, crime ocorrido em 2019 no município de Várzea Grande. A decisão representa, segundo familiares, o fim de um longo período de angústia e a esperança de que a justiça, ainda que tardia, finalmente seja cumprida.

Após a sentença o homem não foi mais localizado pela justiça e segue foragido.

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O mandado de prisão foi expedido pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá, após a condenação do réu transitar em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso. A pena fixada é de 14 anos de reclusão em regime fechado, com base no artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável, agravado pela relação de parentesco.

De acordo com os autos do processo, o caso foi descoberto após uma adolescente chegar à residência da família e perceber uma situação irregular envolvendo sua irmã mais nova e um parente próximo. A jovem retirou a criança do local e acionou a mãe, que imediatamente tomou providências para proteger as filhas e procurar as autoridades.

Desde então, a mãe das vítimas travou uma batalha silenciosa por justiça, acompanhando investigações, audiências e o andamento processual ao longo dos anos. Familiares relatam que a espera foi marcada por medo, sofrimento psicológico e a sensação constante de impunidade.

Com a expedição do mandado, a Justiça determinou que o condenado seja preso e recolhido a uma unidade prisional, ficando à disposição do juízo responsável. Após o cumprimento da ordem, a autoridade policial deverá comunicar imediatamente o Judiciário para os procedimentos legais, incluindo audiência de custódia, conforme prevê a legislação.

O caso reforça a importância da denúncia e do acompanhamento dos crimes contra crianças e adolescentes, além de evidenciar os impactos duradouros que esse tipo de violência causa não apenas nas vítimas, mas em toda a família, que aguarda por anos por uma resposta efetiva do sistema de justiça.