MÃE AMAMENTANDO VIVE HUMILHAÇÃO À ESPERA DE CIRURGIA URGENTE, MESMO COM LIMINAR

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MÃE AMAMENTANDO VIVE HUMILHAÇÃO À ESPERA DE CIRURGIA URGENTE, MESMO COM LIMINAR

Mesmo com decisão judicial, jovem segue internada na UPA há dias, em dor, medo e desespero — enquanto a família implora por socorro.

Uma mãe jovem, internada na UPA de Várzea Grande, vive um dos momentos mais angustiantes de sua vida enquanto aguarda uma cirurgia considerada urgente por médicos — mas que até agora não aconteceu.

Mesmo com uma liminar concedida pela Justiça determinando a transferência imediata para um hospital de referência, nada foi cumprido. A decisão judicial deu prazo de 48 horas para que o Estado providenciasse a remoção, mas os dias passaram e a paciente continua no mesmo leito, sem o atendimento necessário.

A situação é ainda mais grave porque ela é mãe de um bebê de colo que depende exclusivamente da amamentação. Sem ter para onde ir e sem opção, ela está há dias cuidando do filho na própria cama do hospital, tentando amamentar enquanto sente dores e luta para manter a força emocional.

A família, completamente desesperada, relata que já não sabe mais onde buscar ajuda.
“Se nem com a ordem da Justiça eles cumprem, a gente recorre a quem?”, questiona um familiar, indignado com a falta de resposta dos órgãos responsáveis.

O procedimento que a paciente necessita depende da regulação estadual, que até o momento não disponibilizou vaga, transporte ou qualquer previsão de atendimento — mesmo diante do risco de agravamento do quadro clínico.

A decisão do juiz é clara: o Estado deve realizar a transferência, e se não o fizer, o Município precisa assumir a responsabilidade. A Justiça também autorizou, inclusive, medidas mais severas em caso de descumprimento.

Enquanto isso, a paciente segue no leito, entre dor, medo, cansaço e revolta, tentando manter o bebê alimentado e seguro no meio da precariedade.

A família faz um apelo desesperado para que providências sejam tomadas com urgência.
“O que ela está passando é desumano. Uma mãe amamentando, sofrendo, sem respostas… É humilhação demais”, lamenta a família, que teme que a situação piore a qualquer momento.

A história segue aguardando desfecho — e a esperança é que não seja tarde demais.