“Matou, Mentiu e Saiu Pela Porta da Frente da cadeia"

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“Matou, Mentiu e Saiu Pela Porta da Frente da cadeia"

PIX foi enviado por engano pelo filho da vítima; por três meses o suspeito enganou a família com promessas falsas. No dia do crime, chamou Inácio ao bar dizendo que devolveria o dinheiro, iniciou agressões e matou o trabalhador — mesmo assim, está em liberdade provisória

A família de Inácio Terpilowazki Neto, 44 anos, vive dias de dor e revolta. No enterro neste sábado (23), todos estavam em estado de choque, inconformados ao saber que o suspeito do assassinato, o comerciante Francisco Teixeira da Silva, conhecido como “Ceará”, ganhou liberdade provisória poucas horas após matar o trabalhador com uma facada no peito.

VERSÃO CONTADA PELO SUSPEITO

A decisão foi assinada na sexta-feira (21) pelo juiz Gabriel da Silveira Matos, sob a justificativa de que, embora existam indícios de autoria, não estariam presentes os requisitos para decretar a prisão preventiva.

Enquanto isso, a família enterra um pai de família morto brutalmente após meses de mentiras e uma cobrança justa.

PIX foi feito por engano pelo filho da vítima — e o suspeito foi avisado na hora

Toda a tragédia começou há cerca de três meses, quando o filho de Inácio, ao fazer um pagamento, errou a chave PIX e enviou R$ 950 para a conta de Francisco.

Assim que percebeu o equívoco, o jovem avisou imediatamente o comerciante e pediu a devolução.

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Suspeito agrediu familiares e tentou esfaquear a esposa da vítima

Testemunhas afirmam que Francisco, já alterado, passou a agredir familiares da vítima, dando início a uma confusão no local.

Armado com uma faca, ele teria avançado primeiro para esfaquear a esposa de Inácio.

No desespero para protegê-la, Inácio entrou na frente.

Foi quando o golpe fatal o atingiu.

No depoimento, Francisco mentiu e omitiu tudo

Mesmo com testemunhas e toda a dinâmica registrada, no depoimento à polícia Francisco:

mentiu sobre o início da briga,

omitiu que tentou atacar a esposa da vítima,

não citou as agressões à família,

negou ter provocado o conflito,

e distorceu os motivos que levaram ao ataque.

Ainda assim, recebeu liberdade provisória.

Enterro marcado por revolta: “Ele matou, mentiu e está na rua”

No sepultamento neste sábado, a família estava profundamente abalada.

> “O PIX foi feito por engano pelo meu sobrinho. Ele avisou na hora. O homem ficou três meses prometendo devolver, enganando a gente. Aí quando cobram, ele mata e sai pela porta da frente. É revoltante”, desabafou um parente.

Resumo do caso

PIX de R$ 950 foi feito por engano pelo filho da vítima, que avisou imediatamente o comerciante.

Suspeito prometeu por três meses que devolveria, mas nunca fez.

No dia do crime, chamou Inácio ao bar dizendo que devolveria o valor.

Chegando lá, mentiu novamente, iniciou agressões e tentou atacar a esposa da vítima.

Inácio se colocou à frente para proteger a família e foi esfaqueado.

Mesmo assim, Francisco recebeu liberdade provisória.