Detento monitorado por tornozeleira, beneficiado pelo Instituto Nova Chance, foi flagrado com aparelhos escondidos no corpo ao retornar do trabalho externo em Várzea Grande
A equipe da Polícia Penal de Várzea Grande impediu, nesta terça-feira (3), a entrada de sete aparelhos de telefones celulares no Presídio Ahmenon Lemos Dantas, durante a rotina de revista realizada no retorno de um preso que cumpre pena em regime com trabalho externo.
GRUPO LAPADA


De acordo com as informações apuradas com exclusividade, o detento faz parte do grupo de reeducandos que saem diariamente da unidade prisional em ônibus oficial, no período da manhã, para trabalhar em uma empresa que presta serviços à Prefeitura de Cuiabá. À noite, o preso é reconduzido ao presídio para dar continuidade ao cumprimento da pena.
No retorno à unidade, durante a revista padrão realizada pela equipe de plantão da Polícia Penal, os agentes perceberam volume suspeito junto ao corpo do detento. Na verificação, foram localizados sete celulares, que estavam escondidos com a clara intenção de serem introduzidos no interior do presídio.
A ação rápida e atenta dos policiais penais evitou que os aparelhos chegassem às celas, o que poderia fortalecer a comunicação ilegal entre detentos e facilitar crimes praticados de dentro da unidade prisional.
Quebra de confiança e perda do benefício
O preso utilizava tornozeleira eletrônica e havia sido contemplado com o benefício do trabalho externo por meio do Instituto Nova Chance, programa que visa promover a ressocialização de reeducandos que já se encontram na fase final do cumprimento da pena, permitindo a reintegração gradual à sociedade por meio do trabalho.
Com a tentativa de introdução dos celulares, o detento quebrou a confiança depositada pelo sistema prisional e pelo programa, infringindo regras fundamentais do benefício concedido.
O que ele vai responder
Diante da situação, o preso deverá:
• Responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) dentro do sistema penitenciário;
• Perder imediatamente o benefício do trabalho externo, retornando ao regime fechado;
• Responder criminalmente pelo crime de introdução de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, conforme prevê a legislação penal;
• Ter o tempo de cumprimento da pena ampliado, já que a falta grave pode impedir progressões de regime e atrasar a concessão de novos benefícios.
Além disso, o episódio será comunicado ao Judiciário, que poderá rever totalmente a situação penal do reeducando, incluindo a revogação de benefícios futuros relacionados à execução da pena.
Ação firme da Polícia Penal
A Polícia Penal de Várzea Grande reforçou que as revistas são essenciais para manter a segurança da unidade e impedir que objetos ilícitos entrem no presídio. A corporação destacou ainda que o trabalho externo é um benefício, não um direito automático, e depende do bom comportamento e do cumprimento rigoroso das regras impostas ao preso.
A ocorrência foi registrada e o material apreendido será encaminhado às autoridades competentes para as providências legais cabíveis.
