Benivaldo Sebastião do Carmo sobreviveu ao ataque brutal ocorrido em Poconé, mas familiares afirmam que ele foi liberado do hospital ainda com infecção e sangramento no braço; depois, passou a ser encaminhado entre Poconé e Várzea Grande sem solução definitiva
A dor de uma família que já foi marcada por um crime brutal ganhou um novo capítulo revoltante.

GRUPO LAPADA

Benivaldo Sebastião do Carmo, de 43 anos, sobreviveu ao ataque a faca que terminou com duas mulheres mortas no distrito de Cangas, em Poconé. Agora, segundo denúncia da própria família, ele enfrenta uma nova batalha: conseguir atendimento médico adequado para o braço atingido durante a violência.
O relato é grave.
Familiares afirmam que Benivaldo permaneceu aproximadamente 15 dias internado no hospital de Poconé e, mesmo com o braço apresentando infecção e ainda sangrando, recebeu alta.
Segundo a família, ele voltou para casa sem que o problema estivesse resolvido.
ALTA MESMO COM INFECÇÃO E SANGRAMENTO
Depois da alta, o quadro teria se agravado.
O braço continuou sangrando e a família passou a enfrentar momentos de desespero diante da quantidade de sangue perdida.
Para os parentes, a situação é difícil de compreender.
Benivaldo não estava internado por um problema simples. Ele havia sido vítima de golpes de faca em um ataque violento que deixou duas mulheres mortas.
Mesmo assim, segundo a denúncia, foi liberado do hospital ainda com sinais de infecção e sangramento no ferimento.
A família questiona quais critérios foram utilizados para conceder a alta e por que o paciente teria deixado a unidade sem que a situação estivesse estabilizada.

SERGINHO LAPADA
DE POCONÉ PARA VÁRZEA GRANDE E DE VOLTA PARA POCONÉ
Com o agravamento do problema, os familiares voltaram a procurar ajuda.
Benivaldo foi levado para atendimento em Várzea Grande, mas, conforme o relato da família, não recebeu a solução esperada e acabou sendo orientado a retornar para Poconé.
Desde então, os parentes afirmam que o paciente está sendo encaminhado de uma unidade para outra.
Ambulância para Poconé.
Deslocamento para Várzea Grande.
Retorno novamente.
E, segundo a família, sem que ninguém assuma de forma definitiva o tratamento do braço.
A revolta é justamente essa: enquanto os encaminhamentos se repetem, a condição de Benivaldo preocupa cada vez mais os parentes.
UMA VIDA JÁ DEVASTADA PELA VIOLÊNCIA
A história de Benivaldo torna a situação ainda mais dolorosa.
Ele foi vítima de um ataque que mudou completamente a rotina de toda a família.
Tentou intervir durante a violência.
Foi atingido por golpes de faca.
Sobreviveu.
Duas mulheres perderam a vida.
Depois de enfrentar o trauma físico e emocional provocado pelo crime, agora ele e seus familiares dizem estar enfrentando também a insegurança provocada pela falta de uma resposta definitiva da saúde pública.
“ESTÃO ESPERANDO ACONTECER O QUÊ?”
A indignação dos familiares aumenta diante do medo de que a infecção avance ou provoque complicações ainda mais graves.
A pergunta feita pela família é dura:
estão esperando o quê para tratar esse braço de forma adequada?
Esperando a infecção piorar?
Esperando o sangramento aumentar?
Esperando uma complicação mais grave?
Para os familiares, Benivaldo já sofreu demais.
“Não estamos pedindo favor. Estamos pedindo atendimento, cuidado e respeito pela vida”, afirma a família.
DENÚNCIA PRECISA DE RESPOSTA
A denúncia apresentada pelos familiares é extremamente séria e precisa ser esclarecida pelos responsáveis pela saúde pública.
A principal cobrança é dirigida ao atendimento realizado em Poconé, já que, segundo a família, Benivaldo teria recebido alta mesmo com o braço infeccionado e sangrando.
Também precisam ser esclarecidos os encaminhamentos posteriores para Várzea Grande e o motivo de o paciente, segundo o relato, continuar circulando entre unidades sem uma solução definitiva.
A reportagem ressalta que as informações sobre infecção, sangramento e condições da alta são apresentadas pelos familiares de Benivaldo.
O hospital e as secretarias municipais de Saúde responsáveis pelo atendimento devem informar quais procedimentos foram realizados, qual era o quadro clínico no momento da alta e quais providências estão sendo tomadas agora.
O espaço permanece aberto para manifestação oficial.
SAÚDE É DIREITO, NÃO FAVOR
O que a família pede não é privilégio.
É atendimento.
É acompanhamento.
É tratamento.
É respeito.
Benivaldo já sobreviveu à violência de uma faca.
Agora, seus parentes cobram que ele não tenha que enfrentar também as consequências de uma possível falha na assistência médica.
Uma pessoa ferida, com um braço que, segundo a família, apresenta infecção e sangramento, não pode simplesmente ser empurrada de um município para outro.
A família quer saber quem vai assumir a responsabilidade pelo tratamento antes que a situação se transforme em uma tragédia ainda maior.