Mulher de 48 anos permanece internada na UPA Morada do Ouro enquanto espera transferência para uma UTI; família relata agravamento do quadro e faz apelo por agilidade.
Uma mulher de 48 anos, identificada como Vera Lúcia, vive momentos de angústia ao lado da família enquanto aguarda uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Cuiabá. Ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e está internada na UPA Morada do Ouro, onde permanece à espera de transferência para um hospital com suporte especializado em neurologia.
Segundo familiares, o pedido de vaga já foi encaminhado para a Central de Regulação, mas, até o momento, a paciente continua aguardando. A preocupação aumenta a cada hora, já que casos de AVC hemorrágico exigem atendimento especializado e acompanhamento intensivo.
A família relata que o desespero é ainda maior quando recebe a informação de que o paciente necessita de uma UTI. Mesmo quando conseguem recorrer à Justiça para obter uma liminar, muitos pacientes ainda precisam aguardar disponibilidade de leitos, prolongando a espera em uma situação considerada crítica.
Enquanto a disputa política ganha espaço no debate público, familiares de pacientes afirmam que enfrentam diariamente outra realidade: a dificuldade para conseguir atendimento de alta complexidade no sistema público de saúde. Para eles, a demora na liberação de leitos representa uma angústia constante para quem luta pela vida.
A expectativa da família é de que a transferência de Vera Lúcia aconteça o mais rápido possível, permitindo que ela receba o tratamento especializado necessário.
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e da Central de Regulação sobre o caso, caso desejem prestar esclarecimentos.