Sem respostas concretas, profissionais afirmam que saíram da reunião frustrados e prometem manifestação durante abertura da feira em Várzea Grande
GRUPO LAPADA

Um clima de revolta tomou conta da reunião realizada na tarde desta terça-feira (12), na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, envolvendo servidores que tiveram os contratos rescindidos pela prefeitura. Segundo os profissionais, o encontro terminou sem uma solução concreta, sem definição de prazos e sem garantias imediatas sobre pagamentos de verbas rescisórias e horas extras.
A reunião ocorreu por volta das 14h17, nas dependências da Secretaria Municipal de Saúde, localizada na Avenida da FEB, no bairro Ponte Nova, e foi conduzida pela secretária municipal de Saúde, Valéria Aparecida Nogueira.
Durante o encontro, a secretária confirmou que todos os presentes tiveram os contratos encerrados e informou que os acertos rescisórios serão realizados após análise individual de cada caso. Também foi discutida a possibilidade de pagamento de valores extraordinários, referentes a horas extras eventualmente devidas aos trabalhadores.
Mesmo após as explicações, os profissionais deixaram a reunião indignados. Segundo relatos obtidos pela reportagem, muitos esperavam sair do encontro com datas definidas para pagamento e respostas mais objetivas sobre a situação financeira dos ex-servidores.
“Saímos sem prazo, sem garantia e sem solução”, relatou um dos participantes da reunião.
Ainda conforme apurado, os trabalhadores estudam realizar um protesto para chamar a atenção do poder público municipal. O ato poderá acontecer durante a abertura da ExpoVG, evento tradicional que começa nesta quinta-feira em Várzea Grande.
Os profissionais afirmam que a manifestação seria uma forma de demonstrar publicamente a insatisfação diante da falta de respostas concretas após a rescisão dos contratos.
Participaram da reunião servidores e representantes ligados à área da saúde, entre eles Ana Carolina Mendes Queiroz, Eliane Gomes Oliveira, Adilson Nunes dos Santos, Marcia Costa da Silva, Keila Hawerrath, Marizete da Sousa Arruda, representante da Comissão de Saúde de Várzea Grande, Tiago Cesar de Lima e Vilma Alves Coelho.
Na ata da reunião, a secretária informou ainda que está em andamento um procedimento de auditoria para conferência das informações relacionadas às verbas rescisórias e aos valores extras eventualmente devidos. Segundo ela, os direitos dos trabalhadores serão respeitados e haverá separação entre verbas rescisórias e pagamentos extraordinários para garantir maior transparência na apuração.
Apesar disso, o sentimento entre os profissionais foi de frustração e insegurança sobre quando os pagamentos deverão ser efetivamente realizados.