Justiça revoga prisão preventiva de professor da UFMT investigado por assédio e ameaça contra aluna

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Justiça revoga prisão preventiva de professor da UFMT investigado por assédio e ameaça contra aluna

Saulo Tarso Rodrigues poderá responder ao processo em liberdade, mas medidas cautelares continuam valendo; docente está afastado preventivamente da universidade

A Justiça de Mato Grosso revogou, nesta terça-feira (1º), a prisão preventiva do professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, investigado por supostos episódios de assédio e ameaça contra uma estudante da instituição.

Com a decisão, o professor deixa a prisão e poderá responder ao processo em liberdade. Conforme informado pela defesa da estudante, as medidas cautelares anteriormente determinadas pela Justiça permanecem em vigor.

A defesa do professor informou que o processo tramita em sigilo e, por esse motivo, não comentaria a decisão.

PRISÃO HAVIA SIDO CUMPRIDA EM AGOSTO

Saulo estava preso desde 10 de agosto, quando a Polícia Civil cumpriu uma ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça.

De acordo com a decisão que havia determinado a prisão, assinada pela juíza Henriqueta Ferreira Lima, existiam suspeitas de que o professor teria descumprido restrições judiciais em diferentes ocasiões.

Entre as situações mencionadas estavam suposto contato indireto com a estudante, abordagem de testemunhas e divulgação de informações consideradas sigilosas do processo.

Agora, apesar da revogação da prisão preventiva, as demais determinações judiciais continuam válidas.

Em manifestação sobre a soltura, a defesa da estudante afirmou receber a decisão com tranquilidade e destacou que o professor poderá permanecer em liberdade desde que cumpra as medidas estabelecidas pela Justiça.

PROFESSOR FOI AFASTADO PELA UFMT

O caso também é objeto de apuração administrativa dentro da Universidade Federal de Mato Grosso.

Segundo a UFMT, Saulo foi afastado cautelarmente em 24 de julho, após denúncia envolvendo suposto assédio, insistência em contatos e ameaças contra uma estudante do curso de Direito, no campus de Cuiabá.

A universidade informou que o afastamento possui caráter preventivo e foi determinado por meio de portaria da Reitoria enquanto o procedimento administrativo é apurado.

Na época em que as acusações se tornaram públicas, o professor negou irregularidades. Ele declarou que não existiriam mensagens, e-mails, conversas ou documentos enviados por ele à estudante que não tivessem conteúdo acadêmico.

PROFESSOR TAMBÉM FOI CONDENADO EM OUTRO CASO

Separadamente, Saulo também foi condenado pela Justiça em um processo envolvendo perseguição contra uma ex-companheira.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), entre setembro e outubro de 2022, o professor teria enviado e-mails de maneira insistente à mulher, mesmo sem autorização dela.

Durante o processo, a defesa questionou procedimentos adotados em audiência e a validade das provas digitais. Os pedidos foram rejeitados.

Saulo contestou a condenação e afirmou que sua defesa busca reverter a decisão por meio de recurso.

A revogação da prisão preventiva no caso envolvendo a estudante da UFMT não significa absolvição. O processo continua em andamento, e as acusações ainda serão analisadas judicialmente.