Mesmo condenado, Rogério da Silva Amorim segue solto e família de Maiana cobra justiça após anos de espera

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Mesmo condenado, Rogério da Silva Amorim segue solto e família de Maiana cobra justiça após anos de espera

família da jovem Maiana Mariano Vilela voltou a procurar a imprensa nesta sexta-feira (22) para pedir que o caso fosse relembrado e para cobrar justiça após anos de espera. Mesmo condenado pelo assassinato da adolescente, Rogério da Silva Amorim continua solto, segundo familiares, aumentando a sensação de impunidade.

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A reportagem apurou que a decisão mais recente da Justiça ocorreu em julho de 2025, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação de Rogério pelo assassinato da adolescente. O ministro André Mendonça rejeitou recurso da defesa e confirmou a condenação já definida anteriormente pela Justiça de Mato Grosso.

Rogério da Silva Amorim foi condenado pelo Tribunal do Júri a 20 anos e três meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Paulo Ferreira Martins também foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão.

O crime aconteceu em dezembro de 2011 e chocou Mato Grosso pela crueldade. Segundo o Ministério Público, Maiana foi atraída até uma chácara no bairro Altos da Glória, em Cuiabá, após ser chamada por Rogério, que mantinha um relacionamento extraconjugal com a adolescente.

No local, a jovem foi rendida e assassinada por asfixia. O corpo foi abandonado em uma área de mata e os restos mortais encontrados apenas cinco meses depois, em maio de 2012.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva teriam sido contratados para executar o crime mediante promessa de pagamento de R$ 5 mil. A acusação sustentou durante o julgamento que Rogério teria planejado e participado diretamente da execução.

O julgamento ocorreu nos dias 18 e 19 de outubro, em Cuiabá, e terminou com a condenação dos envolvidos. A sentença foi proferida pela juíza Mônica Perri, da Primeira Vara Criminal da Capital.

Mesmo após a manutenção da condenação pelo STF, familiares afirmam que Rogério segue fora da prisão. A família relata viver um sofrimento constante e afirma que nunca deixou de lutar para que a decisão judicial seja efetivamente cumprida.

O caso continua sendo lembrado como um dos crimes de maior repercussão da história recente de Cuiabá.