PCE cria ala de segurança máxima para líderes de facções e criminosos de alta periculosidade em Cuiabá

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PCE cria ala de segurança máxima para líderes de facções e criminosos de alta periculosidade em Cuiabá

O Raio 8 da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, foi transformado oficialmente em uma unidade de segurança máxima voltada para custodiar criminosos de alta periculosidade e líderes de facções criminosas em Mato Grosso. A estrutura, inaugurada há quase quatro anos, passa agora a funcionar de forma autônoma dentro da penitenciária, com gestão própria e protocolos mais rígidos de segurança.

Atualmente, 49 detentos ocupam o setor, que possui capacidade para 62 vagas distribuídas em 54 celas — sendo 46 individuais e oito duplas. Os presos permanecem sob monitoramento constante em celas com, no mínimo, seis metros quadrados.

Entre os internos estão integrantes do alto escalão do Comando Vermelho (CV). Um deles é Renildo Silva Rios, apontado como membro do Conselho Final da facção, com mais de 78 anos em condenações por crimes como tráfico de drogas, roubos e furtos. Outro é Norivaldo Cebalho Teixeira, conhecido como “Véio”, identificado como um dos 36 conselheiros gerais do CV e condenado a mais de 60 anos de prisão.

Também estão isolados no Raio 8 presos considerados ameaçados dentro do sistema penitenciário. É o caso do ex-policial militar Hércules de Araújo Agostinho, ex-pistoleiro ligado ao bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que acumula mais de 200 anos em condenações e está há mais de três anos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Outro custodiado é Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 130 anos pela chacina que matou sete pessoas em Sinop.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a medida busca fortalecer o sistema prisional estadual, ampliando o controle, o monitoramento e o combate à atuação de organizações criminosas dentro das unidades penais.

A inclusão de detentos no Regime Disciplinar Diferenciado depende de autorização judicial e considera critérios como liderança em facções criminosas, envolvimento em fugas, atos de violência, indisciplina, risco de morte entre presos e ameaça à segurança pública ou aos servidores do sistema prisional.