Investigação aponta que funcionário público teria vazado informações sigilosas de operações policiais para beneficiar criminosos e atrapalhar ações das forças de segurança
Uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) movimentou a manhã desta quarta-feira (20) em Mato Grosso após um servidor público ser apontado como suspeito de repassar informações confidenciais para integrantes de facção criminosa.
De acordo com as investigações, o funcionário teria usado o acesso privilegiado dentro do órgão público para antecipar detalhes de operações policiais, permitindo que criminosos fugissem antes das ações ou escondessem materiais ilícitos.
Mandados judiciais foram cumpridos durante a ofensiva, incluindo buscas em imóveis ligados ao investigado. Celulares, computadores e documentos foram recolhidos e agora serão analisados pelos investigadores.
As apurações indicam que os vazamentos poderiam estar acontecendo há meses. A força-tarefa também tenta descobrir se existem outros envolvidos no esquema criminoso, incluindo possíveis integrantes infiltrados em setores públicos.
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O caso acendeu alerta entre as autoridades de segurança, já que informações sigilosas teriam sido usadas diretamente para fortalecer ações da facção e dificultar o combate ao crime organizado no estado.
O Gaeco destacou que as investigações continuam e novas medidas não estão descartadas nos próximos dias.