Justiça aponta “uso institucional” e risco de novos crimes para manter acusada atrás das grades
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter presa a ex-estagiária do Fórum de Tangará da Serra, Lilia Grazielly Correia da Silva, investigada por integrar um esquema de golpes virtuais em Mato Grosso.
A decisão reforçou que a suspeita teria utilizado a estrutura e a credibilidade do ambiente institucional para ganhar confiança das vítimas e aplicar fraudes financeiras.
Segundo as investigações, a jovem e o namorado, Mauro Henrique Santos Vilela, se passavam por funcionários de banco para enganar dezenas de pessoas.
A polícia aponta que o casal acessava informações pessoais das vítimas e oferecia empréstimos falsos, usando mensagens e perfis criados para dar aparência de legalidade ao golpe.
As autoridades afirmam que o esquema teria feito mais de 160 vítimas em diversas cidades.
Durante as investigações, policiais apreenderam celulares, notebook, chips telefônicos e outros materiais considerados fundamentais para a apuração.
Mesmo alegando ser ré primária e estudante de Direito, a defesa não conseguiu convencer o STJ a revogar a prisão preventiva.
O entendimento da Corte foi de que existem indícios suficientes de continuidade criminosa e risco de destruição de provas digitais caso ela fosse colocada em liberdade.
Outro ponto que chamou atenção da Justiça foi o padrão de vida ostentado pelo casal. Conforme a investigação, a suspeita possuía carros de alto padrão, moto importada e celulares caros, incompatíveis com a renda de estagiária.
A decisão do STJ também destacou a sofisticação do suposto esquema criminoso e o risco de reiteração delitiva, já que mensagens fraudulentas teriam sido enviadas poucas horas antes da operação policial.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades de Mato Grosso.