Túlio César (Republicanos) foi alvo de prisão preventiva na terceira fase da Operação Véu de Ísis; investigação apura morte de Lavínia Gabrielly, de 20 anos, e possível ligação do crime com facção criminosa
O vereador de Poxoréu Túlio César (Republicanos) foi preso novamente nesta segunda-feira (10), durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, deflagrada pela Polícia Civil para avançar nas investigações sobre o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos.
A jovem foi morta a tiros no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu, a 251 quilômetros de Cuiabá. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, a principal linha investigativa considera a possibilidade de o homicídio estar relacionado à atuação de uma facção criminosa e à suspeita de que Lavínia mantinha contato com forças de segurança e repassava informações sobre o tráfico de drogas na região.
A Polícia Civil, no entanto, não detalhou qual seria a suposta participação do vereador no crime. O procedimento tramita sob sigilo.
VEREADOR JÁ HAVIA SIDO PRESO
Túlio César já havia sido preso temporariamente durante a Operação Elo Oculto, fase anterior da investigação.
Segundo a Polícia Civil, o aprofundamento das diligências e a análise dos materiais e demais elementos apreendidos anteriormente revelaram novas informações sobre a dinâmica do assassinato, sua possível motivação e a eventual participação de outras pessoas.
Com os novos elementos reunidos pela Delegacia de Poxoréu, a Justiça expediu novas ordens judiciais.
Nesta terceira fase, são cumpridos cinco mandados, sendo dois de prisão preventiva e três de busca e apreensão, simultaneamente nos municípios de Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.
JOVEM FOI MORTA COM TIROS NA CABEÇA
Lavínia Gabrielly foi assassinada dentro de uma casa noturna em Poxoréu. Conforme a investigação, um suspeito chegou ao estabelecimento e efetuou dois disparos contra a cabeça da jovem, fugindo logo depois.
As investigações trabalham com a hipótese de que a execução possa ter ligação com uma organização criminosa. Uma das linhas apuradas é de que a vítima teria sido considerada informante por supostamente repassar às forças de segurança informações relacionadas ao tráfico de drogas.
As circunstâncias e responsabilidades individuais, porém, continuam sob investigação.
O nome “Véu de Ísis”, segundo a Polícia Civil, faz referência ao avanço das apurações e à revelação de elementos que permaneciam ocultos nas etapas anteriores.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil. As diligências continuam para esclarecer completamente o homicídio e determinar a eventual participação de cada investigado.