Mulher é sequestrada, torturada e encontrada morta dentro de boate; dois suspeitos são presos em flagrante

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Mulher é sequestrada, torturada e encontrada morta dentro de boate; dois suspeitos são presos em flagrante

Vítima teria sido mantida em cárcere por integrantes de facção criminosa antes de ser assassinada; corpo foi localizado enrolado em um lençol na cozinha do estabelecimento

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Uma mulher identificada como Ana Beatriz Silva Lopes foi encontrada morta na tarde desta quarta-feira (04), dentro de uma boate localizada no município de Aripuanã, a cerca de 976 quilômetros de Cuiabá. Dois homens de 27 anos foram presos em flagrante suspeitos de participação no crime, que estaria ligado à atuação de uma facção criminosa na região.

Segundo informações apuradas pelas forças de segurança, as investigações tiveram início após denúncias apontarem que a vítima estaria sendo mantida em cárcere privado depois de ser retirada do distrito de Conselvan.

Diante das informações, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram uma força-tarefa para localizar a mulher. Durante as diligências, os policiais receberam a informação de que Ana Beatriz estaria em uma boate conhecida na cidade.

Ao chegarem ao local, os agentes perceberam uma movimentação suspeita e receberam de moradores indicações sobre o possível paradeiro da vítima. Durante a entrada no imóvel, realizada por uma porta nos fundos que estava aberta, os policiais encontraram uma cena brutal.

Na cozinha do estabelecimento, o corpo da mulher foi localizado enrolado em um lençol. A vítima já estava sem sinais vitais.

Durante a operação, um dos suspeitos tentou fugir e resistiu à abordagem policial, sendo contido pelos agentes. O segundo homem foi encontrado escondido debaixo de uma mesa de sinuca e também acabou preso.

As primeiras informações levantadas pela investigação indicam que Ana Beatriz teria sido mantida amarrada e submetida a sessões de tortura por várias horas antes de ser assassinada.

Os dois suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Aripuanã, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a motivação do crime e identificar outros possíveis envolvidos. A principal linha de investigação aponta para uma execução promovida por integrantes de uma organização criminosa que atua na região.